Quinta, 03 de Setembro de 2026

Agosto Dourado: nutricionista esclarece mitos sobre alimentação durante a amamentação

Professora e coordenadora do curso de Nutrição da Afya Palmas orienta sobre restrições alimentares, produção de leite e cuidados com a saúde

Foto: Divulgação
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Cênicas Comunicação

03 setembro, 2026 às 10:34

Excluir o feijão para evitar cólicas no bebê, comer canjica para aumentar a produção de leite ou mudar completamente o cardápio após o parto. Durante a amamentação, recomendações como essas costumam chegar às mães e podem gerar dúvidas e restrições desnecessárias. Neste Agosto Dourado, campanha de incentivo ao aleitamento materno, a nutricionista Gabriela Mendes, professora e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Afya Palmas, esclarece mitos e orienta sobre os cuidados com a alimentação nessa fase.

Segundo a especialista, a prioridade é manter uma alimentação variada, em quantidade suficiente e com qualidade nutricional para atender às necessidades da mulher e do bebê. A orientação não é estabelecer uma lista de proibições, mas considerar as condições de saúde e as necessidades de cada mãe.

Feijão e brócolis precisam sair do prato?

Alimentos como feijão, brócolis, chocolate e preparações apimentadas são frequentemente apontados como responsáveis pelas cólicas dos bebês. Gabriela explica, porém, que não há justificativa para excluir esses itens de forma generalizada da alimentação materna.

“Cada caso precisa ser avaliado”, afirma. A presença de gases ou choro, isoladamente, não permite concluir que determinado alimento consumido pela mãe seja o responsável pelo desconforto. Se houver suspeita de uma relação, a orientação é buscar acompanhamento profissional antes de iniciar restrições.

A nutricionista também chama a atenção para sinais que precisam de avaliação médica, como sangue nas fezes, muco persistente, alterações na pele ou refluxo acompanhado de outros sintomas. Essas manifestações podem ter diferentes causas, entre elas a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), e não devem ser interpretadas como diagnóstico por conta própria. A eventual retirada de alimentos da dieta materna deve ser orientada após investigação.

Canjica, aveia e cerveja preta aumentam o leite?

Canjica e aveia podem fazer parte da alimentação e contribuir com o fornecimento de energia, mas não são alimentos indispensáveis à produção de leite. Já a cerveja preta não deve ser utilizada com essa finalidade. Gabriela alerta que a presença de álcool pode prejudicar a amamentação e trazer riscos ao bebê.

A hidratação também merece atenção ao longo do dia. Manter água por perto durante as mamadas pode facilitar esse cuidado, mas a necessidade de líquidos deve considerar as condições individuais da mulher, sem transformar o consumo de água em uma promessa de aumento da produção de leite.

Existe leite fraco?

Outro mito recorrente é o de que o leite materno pode ser “fraco”. Gabriela explica que sua composição se modifica ao longo da amamentação e que a alimentação da mãe pode influenciar algumas de suas características, inclusive o sabor. Essas mudanças, porém, não significam que o leite seja inadequado.

A especialista ressalta que o organismo materno pode mobilizar reservas de nutrientes para produzir leite. Por isso, cuidar da alimentação também é uma forma de proteger a saúde da mulher, que precisa de atenção durante o período de amamentação.

Café e dietas restritivas exigem cuidado

Gabriela recomenda evitar bebidas alcoólicas e moderar o consumo de café e de chás que contenham cafeína. A substância pode passar para o leite materno, e o excesso pode afetar o sono e o comportamento do bebê.

Dietas muito restritivas para emagrecer no pós-parto também exigem cautela. A amamentação aumenta a demanda energética do organismo, e uma alimentação insuficiente pode comprometer a saúde materna. A orientação é buscar acompanhamento nutricional, evitando cortes acentuados de calorias ou a exclusão de grupos alimentares sem indicação.

Apoio e organização na rotina

Em meio às mamadas e aos cuidados com o recém-nascido, encontrar tempo para cozinhar pode ser um desafio. Para facilitar a rotina, Gabriela sugere deixar frutas e verduras higienizadas e organizar refeições que possam ser conservadas na geladeira ou no congelador, com armazenamento adequado.

Contar com uma rede de apoio, sempre que possível, também faz diferença. Dividir as compras e o preparo das refeições ajuda a garantir que a alimentação e o cuidado com a mãe não fiquem em segundo plano.

Sobre a Afya

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de Medicina e 20 unidades que promovem pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, um a cada três médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq, em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 — Saúde e Bem-Estar. Mais informações em [http://www.afya.com.br](http://www.afya.com.br) e ir.afya.com.br