Quarta, 29 de Julho de 2026

Com safras que chegam a quase 10 mi de toneladas, empreendedor rural impulsiona crescimento do agronegócio e fortalece o desenvolvimento do Tocantins

Neste dia 28, o Dia do Agricultor é celebrado como pilar importante para expansão da produção agrícola

Foto: Divulgação/Sebrae
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Maria Laura Porto

29 julho, 2026 às 10:03

O crescimento do agronegócio passa, antes de tudo, pelas decisões tomadas dentro da porteira. Entre o preparo da terra, o acompanhamento das lavouras, o planejamento da produção e a administração dos custos, eles exercem uma atividade que vai muito além do cultivo de alimentos. Cada decisão influencia o resultado da próxima safra, e é esse planejamento estratégico que transforma o produtor em um empreendedor e faz da propriedade rural um negócio em constante evolução.

Neste 28 de julho, Dia do Agricultor, o momento vivido pelo Tocantins reforça a importância de quem faz do campo um ambiente de inovação e negócios. Com a expansão da agricultura e a consolidação do Estado entre as principais fronteiras agrícolas do país, o agricultor amplia seu papel como protagonista do desenvolvimento econômico, impulsionado por investimentos em gestão, tecnologia e competitividade.

De acordo com o relatório "Tendências do Agronegócio no Tocantins – Panorama por Cadeia Produtiva e Análise Regional (2",026–2031) elaborado pelo Sebrae Tocantins, o Estado se tornou um dos principais vetores de expansão do agronegócio nacional ao integrar a região do Matopiba, considerada a fronteira agrícola de maior crescimento do país.

Os números reforçam esse momento. A safra 2025/2026 deve superar 9,6 milhões de toneladas de grãos, impulsionada principalmente pela soja. A combinação entre disponibilidade de terras, clima favorável, relevo propício à mecanização e avanços na infraestrutura logística consolida a produção local e amplia as oportunidades para os empreendedores rurais.

Para o analista do Sebrae Tocantins José Daniel Tavares, o agricultor ocupa hoje um papel estratégico no desenvolvimento econômico do Estado justamente por reunir características que vão além da produção rural.

"O agricultor é, acima de tudo, um empreendedor. Ele toma decisões diariamente, administra investimentos, acompanha o mercado, gerencia riscos e busca inovação para manter sua propriedade competitiva. O crescimento do agronegócio do Tocantins demonstra a capacidade desses produtores de transformar desafios em oportunidades e contribuir diretamente para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional", destaca.

Segundo o levantamento, a expansão da agricultura no Tocantins não está baseada apenas no aumento da área plantada. A tendência para os próximos cinco anos aponta para ganhos de produtividade, ampliação da segunda safra, maior industrialização da produção e redução dos custos logísticos, especialmente com o fortalecimento das rotas de produção. Essas mudanças devem tornar a produção estadual ainda mais competitiva nos mercados nacional e internacional.

Nesse cenário, o agricultor passa a assumir um perfil cada vez mais focado na gestão do próprio negócio. O estudo recomenda o fortalecimento das cooperativas e associações, a ampliação do acesso ao crédito e à assistência técnica, além da adoção de ferramentas de gestão de risco, como seguro rural e planejamento de comercialização, fatores considerados essenciais para aumentar a competitividade dos pequenos e médios produtores.

José Daniel ressalta que a profissionalização da atividade rural tem sido um dos principais diferenciais para o crescimento sustentável do setor.

"O futuro do agronegócio passa pela gestão eficiente da propriedade. Produzir bem continua sendo fundamental, mas administrar custos, investir em tecnologia, buscar capacitação e agregar valor à produção são fatores que tornam o agricultor mais preparado para aproveitar as oportunidades que surgem no mercado", afirma.

Além dos grãos, o relatório evidencia a diversidade produtiva do Tocantins como fruticultura familiar em diferentes regionais, o cultivo de eucalipto e cadeias como apicultura, piscicultura e cana-de-açúcar, o que demonstra que o desenvolvimento do agronegócio ocorre de forma cada vez mais diversificada.

Outro aspecto destacado pelo relatório é a necessidade de ampliar a agregação de valor dentro do próprio Estado. Em vez de comercializar apenas a produção primária, a tendência é incentivar o processamento de soja, arroz, frutas e mel, o que fortalece a agroindustrialização e consequentemente gera novos negócios e aumenta a renda dos produtores rurais. Paralelamente, práticas sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas, a integração lavoura-pecuária-floresta e o fortalecimento da agricultura familiar, ganham espaço como estratégias para ampliar a produção sem a necessidade de abertura de novas áreas.

O coordenador de agronegócio do Sebrae ressalta que o atual momento do agronegócio também representa uma oportunidade para ampliar o protagonismo dos produtores rurais dentro das cadeias produtivas. Segundo o analista, o desafio dos próximos anos será transformar o crescimento da produção em mais valor agregado, renda e desenvolvimento para as diferentes regiões do Estado.

"O Tocantins reúne condições para avançar não apenas em volume de produção, mas também na capacidade de transformar essa produção em novos negócios. Quando o agricultor agrega valor ao que produz, acessa novos mercados e fortalece sua atuação nas cadeias produtivas, os benefícios chegam à propriedade rural, movimentam a economia local e contribuem para o desenvolvimento de todo o Estado", afirma. (Assessoria de Imprensa do Sebrae Tocantins) 

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