Sábado, 25 de Janeiro de 2020

MEIO AMBIENTE

Programa "Muda Clima" promoverá o plantio de 30 mil mudas de árvores em Palmas

Iniciativa irá durar até março de 2020, aproveitando o período de chuvas para irrigação natural das árvores

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11 novembro, 2019 às 15:37

A Prefeitura de Palmas lança nesta segunda-feira, 11 de novembro, a partir das 16h30, o programa "Muda Clima", que tem o objetivo de aumentar o conforto urbano e melhorar o clima da cidade a partir do plantio de 30 mil mudas de  árvores. O programa foi elaborado pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA), em parceria com o Instituto de Planejamento Urbano de Palmas (IPUP), e será executado pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seisp).

Segundo os organizadores, o plantio deve durar até a primeira semana de março de 2020, aproveitando o período de chuvas para irrigação natural das árvores. A previsão é de plantio médio de 400 mudas por dia. O programa terá como base o Plano de Arborização de Palmas, que orienta para as necessidades específicas de cada região da cidade, levando em conta o tipo de atividade realizada no local (residencial, comercial, de lazer, preservação ambiental). 

O Plano de Arborização prevê que o microclima de uma região arborizada pode ser 3°C a 5°C menor do que de uma região pouco arborizada ou sem vegetação. De acordo com a presidente da FMA, Meire Carreira, mesmo as 30 mil mudas não sendo suficientes para alterar o clima, já vão fazer a diferença na cidade. " É um primeiro passo para que nossa cidade, em alguns anos, possa ter um clima mais ameno e que ofereça melhores condições para que as pessoas se desloquem a pé, ou em transportes alternativos, a exemplo de bicicletas e patinetes", pontuou Meire. 

O programa "Muda Clima", segundo a presidente do FMA, poderá corrigir um equívoco recorrente desde a criação da cidade, que é o plantio de espécies incompatíveis com o clima regional em detrimento da vegetação nativa. "Palmas possui um plano de arborização, e temos condições de realizar uma arborização adequada atendendo aos interesses coletivos e às condições ambientais característico do bioma cerrado", ressaltou. 

O presidente do Ipup, Walfredo Antunes, enfatizou que, atualmente, Palmas conta com uma população 20 vezes maior do que há 30 anos, e muitos prédios, asfaltos e elementos contribuem no aumento da temperatura. "Nossa obrigação é a promover a proteção ao meio ambiente, preservando espécies nativas subsistentes e replantar as que foram retiradas durante o processo de estruturação da Capital".