Com cerca de 16 milhões de embalagens recicladas de defensivos agrícolas produzidas em 2025, a Campo Limpo, pioneira mundial do segmento, atingiu um marco histórico no final do ano passado: faturamento aproximado de R$ 500 milhões, o maior de sua história.
Em termos percentuais, isso representa um crescimento de aproximadamente 15%, em comparação com 2024, é o que afirma o presidente da Campo Limpo, Marcelo Okamura. “Tivemos um ano excepcional em 2025, tanto em termos de aumento de produtividade, quanto em abertura de clientes e aumento de receita. Além disso, expandimos a capacidade da nossa fábrica e nossas máquinas estão hoje com 100% de ocupação, 7 dias por semana”, comemora.
Em 2025, a produção de embalagens recicladas da Campo Limpo teve um aumento de 12%. Já as tampas recicladas registraram crescimento acima de 25% e a produção de resina (também reciclada) foi 30% superior ao ano anterior. “Esse crescimento é bastante sustentável, já que a demanda já existe, mas o mercado cada vez mais busca produtos que aliam qualidade e sustentabilidade, o que conseguimos oferecer com excelência”, explica Okamura.
Para 2026, a expectativa é de um crescimento que poderá superar o do ano passado. “Em termos de produção, devemos crescer neste ano acima de 12%, já que a agricultura brasileira é muito pujante, e fundamental para alimentar não só o Brasil como o mundo. Soja, milho, cana-de-açúcar e algodão são algumas das culturas que devem manter o agro nacional em destaque neste ano, impulsionando também os nossos negócios”, afirma.
Se em 2025, a Campo Limpo fez investimentos da ordem de R$ 20 milhões, nos próximos três anos, o objetivo é elevar esses números de forma consistente. “A intenção é otimizar a nossa produção, pensando tanto em resinas quanto em embalagens e tampas. Vamos investir cerca de R$ 140 milhões nos próximos anos”, comenta o presidente da Campo Limpo.
Desde 2008, quando foi fundada, a Campo Limpo já produziu mais de 120 milhões de embalagens recicladas. Com isso, a empresa consegue utilizar o plástico de forma eficiente e sustentável, promovendo a circularidade desse material. A partir da reciclagem, o resíduo é transformado em um novo produto, evitando a utilização de novos recursos naturais e impedindo que as embalagens já utilizadas sejam encaminhadas para aterros sanitários.
Campo Limpo Plásticos
Fundada em 2008, Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A. atua como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para reciclagem e produz embalagens plásticas para envase de defensivos agrícolas a partir da resina reciclada pós-consumo agrícola. Esse processo é proprietário, conta com certificação UN para transporte terrestre e marítimo de produtos perigosos e recebeu uma patente verde pelo INPI.
O trabalho é executado a partir da reciclagem das embalagens vazias devolvidas pelos agricultores após tríplice lavagem ao Sistema Campo Limpo. Assim, encerra-se o ciclo da economia circular dessas embalagens dentro do próprio setor.
Idealizada pelo inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), a Campo Limpo é responsável pela gestão do programa de logística reversa, Sistema Campo Limpo, representando as indústrias fabricantes de defensivos agrícolas na destinação das embalagens utilizadas nas culturas de todo o país.
A companhia conta com um complexo industrial que abriga duas subsidiárias localizadas na cidade de Taubaté (SP) e uma filial em Ribeirão Preto (SP), inaugurada em 2018.


