Quinta, 27 de Agosto de 2026

Concurso "Brasil Tá Pra Game" anuncia estúdios vencedores da 3ª edição na Alemanha

Com R$ 190 mil em premiações, projetos do Maranhão, Distrito Federal e São Paulo são vencedores

Divulgação/Embratur
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Embratur

27 agosto, 2026 às 19:05

A Embratur em parceria com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games (Abragames) anunciou, na manhã desta quarta-feira (26), os vencedores da 3ª edição do concurso Brasil Tá Pra Game, iniciativa voltada à promoção internacional da cultura e dos destinos brasileiros por meio de jogos eletrônicos. A revelação dos quatro estúdios premiados, que dividem um aporte total de R$ 190 mil, aconteceu durante a Gamescom Cologne 2026, realizada no centro de exposições Koelnmesse, na Alemanha, considerada a mais importante feira do setor na Europa.

A atual edição do concurso selecionou os projetos após criteriosa avaliação, premiando propostas que integram narrativas, arquiteturas e referências da cultura popular. O primeiro lugar foi concedido ao jogo Lunar Axe, do OPS Studio (São Luís/MA), que recebeu uma premiação de R$ 70 mil. Trata-se de uma aventura de mistério com quebra-cabeças ambientada no centro histórico da capital maranhense. O ambiente, construído a partir de estudos de locações reais, valoriza a arquitetura colonial e funciona como uma vitrine interativa do patrimônio cultural brasileiro.

Na segunda posição, com aporte de R$ 50 mil, está Hell Clock, do estúdio Rogue Snail (Brasília/DF). O título é um RPG de ação inspirado na Guerra de Canudos (1896–1897) e ambientado em uma recriação do sertão nordestino. Controlando um ex-escravizado e guerreiro, o jogo une mecânicas ágeis a uma direção artística autoral e dublagem com atores baianos, conectando entretenimento à memória histórica nacional.

O terceiro lugar, premiado com R$ 40 mil, ficou com Hit It Back, da desenvolvedora Sue the Real (São Paulo/SP). Descrito como um afrogame esportivo, o título transforma o tradicional "Taco Bets", uma brincadeira urbana do país, em uma versão digital e casual. A obra celebra a cultura periférica com foco em acessibilidade, unindo cenários inspirados em ruas reais e uma trilha sonora que mistura ritmos populares brasileiros.

Por fim, a categoria Novo Entrante, voltada a talentos emergentes, premiou com R$ 30 mil o jogo de cartas Capote, da Luski Game Studio (São Paulo/SP). O projeto é ambientado em um bar brasileiro e traz versões modernas de jogos clássicos, inovando ao adaptar a experiência social e regional dos tradicionais jogos de baralho para o ambiente digital de forma acessível.

“O ‘Brasil Tá Pra Game’ une cultura brasileira e inovação para apresentar o país de forma estratégica ao mundo. Pela sua natureza digital, a indústria de games é 100% exportadora: dados da Abragames mostram que 55% da receita dos estúdios nacionais vem do mercado externo, superando US$ 138 milhões em negócios globais. Levar esses jogos à Alemanha aproxima nossas narrativas do público internacional e fortalece a imagem do país por meio de um setor vibrante e globalizado”, afirma Roberto Gevaerd, diretor de Gestão e Inovação da Embratur.

“Esta experiência reforça a atuação do Sebrae, que nos últimos anos, estruturou uma atuação nacional para o setor de games, combinando capacitação, governança, acesso a mercados e, cada vez mais, a integração dos jogos digitais com a promoção dos destinos turísticos brasileiros. São iniciativas que promovem os destinos turísticos, transformando territórios, cultura, patrimônio e experiências brasileiras em elementos de narrativas capazes de despertar o interesse de por meio da geração de negócios, prospecções comerciais, acesso a investidores, esforços qualificados e ampliação de oportunidades para os pequenos negócios”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Destaque histórico e ativação inédita 

A presença institucional na feira integra uma atuação conjunta voltada à exportação e ao fomento da economia criativa, conduzida pela Embratur, Abragames, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Sebrae. Além do anúncio dos novos ganhadores, essa parceria viabilizou, para a edição de 2026, um estande coletivo alocado em uma área aberta e focada no público geral. O espaço inédito exibe os 11 jogos eletrônicos premiados nas três edições do concurso, permitindo que os visitantes da feira experimentem na prática o portfólio da produção nacional. 

O espaço de experimentação resgata sucessos das edições anteriores. Da primeira edição, estão disponíveis os premiados Língua (SP), focado no folclore nordestino; Árida (BA), aventura no sertão; e Aleijadinho Virtual (RJ), além de Teleforum (DF) e Maranhão Encantado (MA). Da segunda edição, o público pode conferir Irmão do Jorel e o Jogo Mais Importante da Galáxia (RJ), Gaucho and The Grassland (RS) e Deathbound (RJ), ao lado de A Lenda de Niterói (RJ) e A Investigação Póstuma (SP).

“Os jogos eletrônicos são uma poderosa expressão da criatividade brasileira e uma forma contemporânea de levar nossa cultura, nossas histórias e nossa diversidade para além das fronteiras. Ao apoiar a presença desses estúdios em um palco internacional como a gamescom, mostramos ao mundo que o Brasil produz experiências originais, inovadoras e conectadas com a sua identidade. Cada jogo carrega um pouco do nosso imaginário e demonstra como a economia criativa pode transformar referências culturais brasileiras em produtos capazes de dialogar com públicos globais e projetar uma imagem cada vez mais diversa e criativa do país”, afirma Mariele Christ, gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil.

"A gamescom é um dos principais pontos de encontro da indústria global de games e a estreia do Brazilian Indie Pavilion representa uma evolução importante da presença brasileira neste evento. Além de conectar nossos estúdios aos principais agentes da indústria mundial, passaremos também a apresentar diretamente ao público internacional a criatividade e a qualidade dos jogos desenvolvidos no Brasil. Essa combinação entre iniciativas B2B e B2C fortalece a presença do país, amplia a visibilidade dos desenvolvedores e cria novas oportunidades de negócios, publicação e reconhecimento internacional para a indústria brasileira de games”, afirma Rodrigo Terra, presidente da Abragames.