Quinta, 07 de Maio de 2026

Artesanato tocantinense terá protagonismo na Agrotins 2026 por meio de vivências no Espaço Saber Fazer com mestres artesãos

Programação reunirá mestres artesãos tocantinenses com demonstrações no pavilhão da cultura na Agrotins 2026

Paulo Gualberto/Governo do Tocantins
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Caccau Ferreira/Governo do Tocantins

07 maio, 2026 às 20:21

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove durante uma programação especial voltada à valorização do artesanato tocantinense. No Espaço Saber Fazer Mestres Artesãos, no Pavilhão da Cultura, na Agrotins 2026, o público poderá vivenciar, de perto, o processo de criação de peças artesanais, com demonstrações, oficinas e trocas de saberes conduzidas por mestres reconhecidos no estado.

As atividades acontecerão diariamente, das 9h às 17h, no pavilhão do evento, reunindo artesãos que são referência em diferentes técnicas e matérias-primas do cerrado, como fibras naturais, cerâmica, biojoias e arte sacra. A valoriza com a preservação das tradições culturais e o fortalecimento da economia criativa.

De acordo com a gerente de Economia Criativa da Secult, Leda Maria, o momento será uma oportunidade de aproximação entre público e artesãos. “O Espaço Saber Fazer é um convite para que as pessoas conheçam de perto o processo criativo, valorizem o trabalho manual e reconheçam a importância dos mestres artesãos como guardiões da nossa cultura”, destacou.

A coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Tocantins,  Núbia Cursino, também enfatiza o papel do artesanato como expressão identitária. “Essa programação evidencia a riqueza e a diversidade do artesanato tocantinense, além de fortalecer a geração de renda e a continuidade dos saberes tradicionais nas comunidades”, afirmou.

Mestres artesãos e programação

A programação contará com a participação de quatro mestres artesãos, que conduzirão vivências e demonstrações em datas específicas:

12 de maio – Elpídio de Paula Neto
Artesão e artista visual natural de Araguaína, Elpidio atua há mais de 30 anos com arte sacra e religiosa, utilizando técnicas como pirogravura e tessitura de seda de buriti. Sua trajetória teve início no seminário, onde aprendeu iconografia cristã com os franciscanos. Atualmente, mantém o ateliê “São Bento Arte Sacra” e também produz ecojoias e biojoias com babaçu e buriti.

13 de maio – Tereza Alves dos Santos
Mestre artesã de Taquaruçu, distrito de Palmas, Tereza é reconhecida pelo trabalho com fibras naturais do cerrado, especialmente o buriti e o babaçu. Em seu ateliê Espaço Babaçu Artes, desenvolve peças como cestarias, bolsas, mandalas e bonecas, unindo tradição, sustentabilidade e inovação. Seu trabalho valoriza saberes tradicionais e contribui para a geração de renda local.

14 de maio – Wanderley Batista de Carvalho
Ceramista natural de Porto Nacional e residente em Taquaruçu, Wanderley trabalha com o barro desde 2007, criando peças que expressam identidade cultural e conexão com a terra. Fundador do projeto Batuque do Barro, também atua na formação de novos artesãos, promovendo oficinas e vivências que fortalecem a tradição cerâmica. Seu trabalho já foi destaque em exposições, como a mostra “A Dança do Pote” (2024).

15 de maio – Durvalina Ribeiro de Sousa
Mestra artesã nascida em São Félix do Tocantins, Durvalina é referência no trabalho com capim-dourado e fibra de buriti. De origem quilombola, carrega em sua trajetória mais de 30 anos de dedicação ao artesanato, preservando técnicas ancestrais e fortalecendo a identidade cultural do Jalapão. Suas peças se destacam pela riqueza de detalhes e conexão com a ancestralidade.