Quinta, 07 de Maio de 2026

“Reduzir a escala de trabalho é garantir direito para aqueles em situações mais precárias”, diz ministra da Igualdade Racial

Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, Rachel Barros destacou que a atual escala 6x1 afeta majoritariamente a população negra brasileira

Diego Campos / Secom-PR
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Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

07 maio, 2026 às 20:11

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, avaliou, nesta quinta-feira (7/5), o fim da escala de trabalho 6x1 como uma medida igualitária para a população brasileira. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, ela lembrou que, devido ao racismo estrutural no país, a população negra acaba sendo mais afetada por ocupações precárias.

Reduzir a escala de trabalho é garantir direito para a família brasileira e, principalmente, para aqueles que estão em situações mais precárias de trabalho, porque serão os mais beneficiados"
Rachel Barros
Ministra da Igualdade Racial

“A gente sabe que é a juventude negra que está nos serviços de aplicativos, que é a população negra majoritariamente que está no comércio, que são as ocupações que adentram o final de semana. Então reduzir a escala de trabalho é garantir direito para a família brasileira e, principalmente, para aqueles que estão em situações mais precárias de trabalho, porque serão os mais beneficiados”, disse a ministra.

A redução da escala 6x1 prevê que o trabalhador brasileiro passe a ter cinco dias de trabalho por dois dias de descanso, sem redução de salário. Com isso, é possível que a população tenha mais tempo de lazer e convívio familiar, com reflexos na qualidade de vida e saúde mental.

“Essa é uma prioridade muito importante do Governo do Brasil e o Ministério da Igualdade Racial está acompanhando todo esse processo de tramitação, porque a gente sabe que a população negra é a maioria dessa população do país”, completou.

CASA DA IGUALDADE RACIAL — Rachel Barros também detalhou o processo de implementação das Casas da Igualdade Racial no país. Os espaços são destinados ao acolhimento de vítimas de racismo e à promoção de direitos da população negra e de comunidades tradicionais.

“Esse espaço promove a igualdade racial através de atendimento qualificado para a população negra, então nós temos serviços de atendimento psicológico, jurídico, social, mas também essa casa se propõe a ser um espaço para a promoção de inclusão produtiva e cultural também”, destacou.

A Casa promove atividades permanentes de valorização da história e da cultura afro-brasileira, como oficinas, rodas de conversa e ações educativas. A iniciativa começou a ganhar forma com a abertura da primeira unidade no Rio de Janeiro, em março de 2026. Desde então, outras duas Casas foram inauguradas: em Fortaleza (CE) e Pelotas (RS). Segundo a ministra, a implementação é realizada de acordo com o interesse dos municípios. Nesta primeira fase, ainda serão lançadas mais três unidades: em Salvador (BA), Itabira (MG) e Contagem (MG).

“Nós esperamos que seja um espaço ocupado por toda a população do seu entorno. Para isso, nós temos agentes de comunicação e de mobilização atuando para que a casa seja, de fato, um equipamento de referência para construirmos essa rede de promoção da igualdade racial em todo o país”, enfatizou Rachel Barros.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira (7/5) a Rádio Bandeirantes (Goiânia/GO); a Rádio Antena Esportiva (Niterói/RJ); o Diário Sul Maranhense (Balsas/MA); a Rádio Oceano FM (Rio Grande/RS); o Portal BHAZ (Belo Horizonte/MG); a Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA); o Portal Janela Amazônica (Santarém/PA) e Portal O Povo (Fortaleza/CE).