Quarta, 23 de Setembro de 2026

Queima controlada permanece suspensa no Tocantins até 31 de outubro

Portaria suspende queimas controladas até 31 de outubro devido ao risco elevado de incêndios no período de estiagem

Fernando Alves/Governo Tocantins
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Débora Gomes/Governo do Tocantins

23 setembro, 2026 às 10:57

A queima controlada permanece suspensa em todo o Tocantins até 31 de outubro. A medida está prevista na Portaria nº 190/2026, publicada pelo Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), em vigor desde 27 de julho, e suspende a emissão e a vigência das Autorizações Ambientais de Queima Controlada (AQC) durante o período de estiagem.

Na prática, não podem ser realizadas queimas controladas para atividades agrossilvipastoris durante o período de suspensão. A medida considera o cenário de maior risco para a ocorrência e propagação de incêndios florestais, com altas temperaturas, baixa umidade do ar e vegetação seca.

O descumprimento da medida sujeita o infrator às penalidades previstas na legislação ambiental. Conforme o Decreto Federal nº 12.189/2024, fazer uso de fogo em áreas agropastoris sem autorização do órgão competente pode resultar em multa de R$ 3 mil por hectare ou fração. Nos casos de incêndio em floresta ou qualquer forma de vegetação nativa, a multa é de R$ 10 mil por hectare ou fração, enquanto provocar incêndio em floresta cultivada pode gerar multa de R$ 5 mil por hectare ou fração.

Monitoramento e prevenção

Durante o período crítico da estiagem, o Naturatins intensifica as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais com o monitoramento por satélite, o patrulhamento terrestre e o uso de drones para identificar focos de calor ainda em estágio inicial.

Durante as rondas, também são realizadas ações educativas para reforçar a proibição do uso do fogo durante o período crítico e orientar a população sobre os riscos e impactos das queimadas, além das responsabilidades previstas em casos de queima irregular.

O órgão atua nas Unidades de Conservação estaduais, onde conta com aproximadamente 120 brigadistas. As atividades seguem as diretrizes do Manejo Integrado do Fogo (MIF).