O estado de Tocantins gerou 562 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira, 28 de maio, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado no quarto mês do ano. O setor de Construção foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 576 vagas. Em seguida aparecem Serviços (290 postos), Indústria (227) e Comércio (19). O desempenho negativo foi registrado na Agropecuária (-550).
MUNICÍPIOS – A capital Palmas foi o município tocantinense com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 324 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Pedro Afonso (136), Araguaína (123) e Xambioá (73).
GÊNERO – No recorte por gênero, a maior parte dos empregos com carteira assinada gerados no Tocantins em abril foi ocupada por homens: 283. No período, as mulheres foram responsáveis por ocupar 279 novos empregos.
FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados no Tocantins no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 459 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em abril foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 747 vagas.
|
NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 85.888 novos empregos com carteira assinada em abril de 2026. O resultado é fruto de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos.
No acumulado do ano, de janeiro a abril de 2026, o país criou 699.762 novas vagas formais, representando um crescimento de 1,5%. Já no recorte dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, o saldo é de 1.059.860 empregos com carteira assinada.
UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Em abril deste ano, 24 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo, com 20,2 mil postos, Rio de Janeiro (11.741) e Minas Gerais (8.991). As UFs com desempenho negativo foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).
O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, que registrou variação positiva de 0,9%, seguido pelo Amapá, com alta de 0,8%, e o Distrito Federal, que apresentou expansão de 0,4%.
REGIÕES — O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região com maior número de novos empregos formais em abril de 2026 foi a Sudeste, com saldo de 44,5 mil, seguida pela Nordeste, que registrou 18,7 mil, e a Centro-Oeste, com 10,8 mil vagas. A Região Norte apresentou saldo positivo de 6,6 mil postos, enquanto a Sul foi de 4,4 mil.
GRUPOS ECONÔMICOS – No quarto mês do ano, três dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com a abertura de 69.601 postos. O grupo foi impulsionado principalmente por atividades de administração pública (29.035), de informação (16.978) e transporte (12.235).
Em seguida aparecem com saldos positivos os setores da Construção (23.525) e da Indústria (9.256). Registraram saldo negativo o Comércio (-8.114) e a Agropecuária (-8.378).
GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, as mulheres ocuparam, em abril, a maioria das vagas formais geradas no país. Elas foram responsáveis por preencher 49.857 mil postos, enquanto os homens ocuparam 36.031 vagas. Jovens de 18 a 24 anos concentraram 85.003 vagas, o equivalente a 99% do total gerado no mês. Por escolaridade, pessoas com ensino médio completo (83.593) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com ensino médio incompleto (6.577). No recorte por raça, os maiores saldos foram registrados entre pardos (72.363), pretos (14.955) e brancos (10.870). O mercado absorveu 79.843 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 6.045 estrangeiros.
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em abril de 2026 foi de R$ 2.386,56, com variação positiva de R$ 16,68 (0,7%) em relação a março. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de R$ 42,21 (+1,8%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.429,79, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.047,86.


