A Embratur apresentou nesta terça-feira (15), durante o Womens International Football Summit (WIFS), no Rio de Janeiro, os dados do estudo que revela que a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027 movimentará R$ 8,8 bilhões na economia nacional ao longo de todo o ciclo do evento. O relatório, detalhado no evento pelo Diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, é fruto de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) elaborado a pedido da Agência e faz parte do projeto "Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro". Esta será a primeira vez que um país sul-americano sediará o torneio.
O estudo está disponível no site da Embratur e foi pensado para fundamentar decisões estratégicas de investimento e apoio à promoção turística do país. De acordo com o levantamento, a movimentação financeira é composta por dois vetores: os gastos do público visitante nacional e estrangeiro, responsáveis por R$ 4,7 bilhões, e os desembolsos organizacionais da FIFA e parceiros, estimados em R$ 4,1 bilhões. O montante total estimado supera o impacto de grandes eventos já consolidados no calendário nacional, como a Fórmula 1 e o MotoGP.
A projeção é de uma contribuição de R$ 3,8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além da injeção de R$ 4,5 bilhões em salários e rendimentos operacionais. Ao todo, o evento sustentará 73,7 mil postos de trabalho e garantirá um retorno de R$ 928 milhões em tributos para os cofres públicos federais, estaduais e municipais.
“Os dados mostram que há um público imenso esperando por um ambiente amigável: 72% das pessoas no Brasil que nunca pisaram num estádio de futebol são mulheres. A Copa de 2027 é o momento perfeito para mudar esse cenário e acolher essas torcedoras. As mulheres já demonstram uma força enorme no nosso turismo — representam 48,6% das chegadas internacionais ao país, com permanência média de 11 dias e alto poder de consumo em múltiplos setores. O torneio une o orgulho nacional a um novo perfil de consumo que descentraliza renda e projeta o Brasil no mundo”, afirma o diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd.
Bons ventos
A competição ocorre em um cenário favorável para o turismo receptivo, no qual as mulheres já correspondem a 48,61% do fluxo de turistas internacionais no país. As visitantes permanecem em média 11 dias e registram um gasto médio de US$ 1.317 por viagem. Países sul-americanos lideram a proporção de mulheres no fluxo para o Brasil: Chile (53,57%), Paraguai (53,40%), Bolívia (52,03%) e Argentina (51,81%).
Com transmissões voltadas para mais de 200 países durante um mês, a competição projetará a imagem do Brasil no exterior. A realização do torneio posiciona o país no circuito dos grandes eventos globais ao lado da Copa de 2014 e dos Jogos Rio 2016, deixando um legado para a infraestrutura, a equidade de gênero e o turismo. As inscrições para o programa de voluntariado nas oito cidades-sede também já estão abertas para engajar as comunidades locais no atendimento ao público visitante.
Para acessar o relatório completo, basta clicar aqui.
Embratur apresenta no WIFS estudo da FGV que projeta impacto de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira com a Copa do Mundo Feminina 2027
Relatório apresentado no Womens International Football Summit, no Rio de Janeiro (RJ), projeta a geração de 73,7 mil empregos
Embratur-Sebrae/Divulgação
