O Instituto Natureza do Tocantins, por meio do Parque Estadual do Cantão (PEC) e da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, deu início, nesta segunda-feira, 11, às ações preventivas contra incêndios florestais na área do Projeto de Assentamento (PA) Onalício Barros, em Caseara. A medida faz parte do Manejo Integrado do Fogo (MIF) e está alinhada ao Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de 2026 do Governo do Tocantins.
Os brigadistas das Unidades de Conservação (UC) iniciaram a etapa de queimas prescritas, cujo objetivo principal é reduzir o excesso de material combustível acumulado na vegetação, diminuindo os riscos de incêndios de grandes proporções durante o período mais crítico do ano.
O supervisor da APA, Fábio Dias Pereira, destacou que as queimas prescritas sucederam as rodas de conversa com as comunidades e o alinhamento do planejamento das ações. “Essa fase é fundamental para a prevenção dos incêndios florestais, pois consiste em uma ação planejada, técnica, segura e monitorada. Além da prevenção, essa estratégia contribui para a proteção das comunidades, da biodiversidade e das áreas naturais, fortalecendo o trabalho integrado entre equipes técnicas, brigadistas e moradores da região”, afirmou.
Para o supervisor do PEC, Cleber Cavalcante, a etapa anterior foi essencial para preparar os brigadistas para a realização das queimas prescritas. “Com as reuniões e encontros com as comunidades, conseguimos alinhar nossas equipes, definir áreas prioritárias e as de maiores riscos. Se depender de nós, teremos um ano com zero incidentes”, disse.
Na manhã desta terça-feira, 12, a equipe retornou ao local, realizou o rescaldo e identificou que o solo e a umidade se mostram favoráveis à continuidade das ações. Ainda conforme os brigadistas, a área que receberá a queima tem extensão de 10 km.
Manejo Integrado do Fogo
O MIF é uma prática fundamentada em estudos técnicos e científicos, amparada pela Lei Federal nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Essa abordagem reconhece que, em diversos biomas brasileiros, como o Cerrado, o fogo integra a dinâmica ecológica natural. Quando bem manejado, torna-se uma ferramenta importante para a manutenção da biodiversidade, a renovação de determinadas espécies vegetais, o controle do material combustível e a prevenção de incêndios de grandes proporções.


