A Embratur vai apoiar o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) na indicação de empresas que atuem com turismo de base comunitária, ecoturismo, turismo sustentável e regenerativo. O objetivo é possibilitar que os empreendimentos interessados entrem em parceria com instituições bancárias no 4º Leilão Eco Invest, para alavancarem fundos privados, principalmente, para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura com ênfase na Amazônia Legal.
Coordenado pelo MMA e pelo Ministério da Fazenda com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido no Brasil, o Eco Invest funciona da seguinte forma: o Tesouro Nacional empresta recursos às Instituições Financeiras parceiras das empresas a juros de 1% ao ano, exigindo que essas instituições mobilizem pelo menos quatro vezes o valor repassado em capital privado, com participação mínima de 60% de investidores estrangeiros. A verba é destinada para financiar a expansão dos negócios de empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
O fortalecimento de nichos turísticos como o de base comunitária, ecoturismo e turismo sustentável eleva a posição do Brasil como destino turístico no globo, já que a sustentabilidade é um dos fatores preponderantes no momento de turistas internacionais escolherem para onde vão viajar. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, se reuniu, nesta segunda-feira (2), com a secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, para conhecer o Eco Invest e discutir como a Agência pode apoiar a pasta na busca por empreendimentos candidatos.
Encontros online
Com os interessados selecionados, os ministérios promoverão webinars para reuni-los com instituições financeiras e explicar como funciona a alavancagem do dinheiro para os projetos. “O turismo sustentável é o passaporte do Brasil para o futuro. Ao unirmos forças com o MMA, estamos garantindo que a nossa maior riqueza — a natureza preservada — seja também o motor da nossa economia”, afirmou Freixo.
“Esse apoio atrai investimento estrangeiro, fortalece o turismo de base comunitária e gera emprego e renda na ponta, para quem cuida das nossas florestas e do biomas. O turista internacional busca, cada vez mais, destinos que respeitem o planeta, e o Brasil está pronto para liderar essa transição, transformando conservação em prosperidade”, completou o presidente.
A secretária destacou a importância da reunião. “São temas que têm um impacto enorme na sustentabilidade do Brasil, no desenvolvimento econômico e olhando para os ativos naturais. O Ecoinvest que foi lançado no final de novembro, para que agentes financeiros invistam em temas estratégicos do país , entre eles a bioeconomia, o que inclui o turismo, como uma parte de valorização dos ativos ambientais, dos nossos parques, da nossa natureza, e também do turismo ecológico sustentável”, afirmou Carina
“O Eco Invest é uma iniciativa que promove leilões onde os agentes financeiros captam recursos do Tesouro Nacional na taxa de 1% ao ano, então é um recurso subsidiado, mas com o compromisso de fazer uma alavancagem de capital internacional e privado, que para usar em áreas estratégicas do desenvolvimento do país”, acrescentou


